Sempre tive uma certa repulsa por textos de autoajuda. Acho eles muito forçados, sei lá. A começar pelo nome. Se uma pessoa participa de um processo de autoajuda, não deveria receber conselhos de outra pessoa. Autoajuda, certo?
Outra coisa são as analogias bizarras que os autores dessas pérolas da literatura fazem. Utilizam-se de elementos totalmente absurdos para se chegar a uma conclusão mais absurda ainda. Esses dias recebi um e-mail com aqueles Power Points tosquíssimos, com imagens “motivadoras” ou “emotivas” que acompanham um textinho medíocre escrito em Comic Sans. Nos primeiros slides, desenrolava-se uma história sobre casal de namorados que encontravam um filhote de cachorro no meio da estrada. No final, já estava lhe dando uma lição sobre conseguir alcançar suas metas e blá blá blá.
WTF?!
Imaginem a inúmera quantidade de bizarrices existentes entre o primeiro slide e o último para que houvesse uma ligação entre os dois casos.
E aquelas palestras motivacionais em empresas então? Tem coisa pior do que um babaca, que só está lá porque é famoso ou deu alguma sorte na vida, falando um monte de asneiras do tipo “Vocês conseguem!” “Nada é impossível se você tiver força de vontade!”? Ah, faça-me o favor! Se for para falar besteiras como essas, me paguem a metade do que pagam a esses figuras e eu faço a mesma coisa. E ainda distribuo pirulitos no final do discurso.
Resumindo:
Se você precisa de ajuda, vá conversar com sua família ou seus amigos. Esses, sim, querem o seu bem. Agora, gente que ganha dinheiro para ajudar os outros só ajuda a si mesmo. R.R. Soares & Companhia que o digam.
Mas isso fica para outra oportunidade.
P.S: qualquer semelhança desse texto com algum texto de autoajuda é mera coincidência. Ou não.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
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PowerPoints emotivos cheios de música e Comic Sans: os preferidos de 10 entre 10 mães pré-geração X (e algumas pré-geração Y) com algum contato com a internet.
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